20
Fev 08

Por vezes sinto um turbilhão de sentimentos dentro de mim. Há dias que tudo me irrita esta rotina agoniante, o não ter o que quero, o não conseguir fazer da minha vida um mar constante de calmaria, os miúdos que se transformam, por vezes, em pequenos selvagens e que não consigo controlar, o meu marido que pouco está em casa e pouco me consegue ajudar.

Mas no fim de todos estes sentimentos de contradição e de rebeldia que nascem das minhas entranhas, sobressai um que não consigo controlar, que cresce a cada dia que passa que invade a minha vida e me faz querer acordar todos os dias, um amor tão grande me enche o peito que às vezes até dói.

Eu sei que por vezes as minhas atitudes demonstram o contrário, mas eu sou assim, inconstante por fora, mas por dentro de pedra e cal. Amo os meus filhos mais que tudo na vida, é um amor que não se consegue medir, nem fazer comparações, faz parte de mim e continuará mesmo após a minha morte. E tu, meu companheiro, amigo, amante, és o homem que eu sempre desejei, amo-te como nunca amei ninguém, um amor sereno, sólido e que se Deus quiser também permanecerá mesmo quando já não respirar. Foi um amor construído sobre uma fundação sólida, que terramoto algum fará desmoronar. Tenho medo, confesso, muitas vezes, que tudo isto um dia acabe e que eu não mereça um amor assim...

publicado por Anjos às 11:37
sinto-me:

Fico fora de mim a pairar no ar, ó se fico
Anjos a 22 de Fevereiro de 2008 às 09:23

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