29
Abr 08

Hoje apetece-me partilhar convosco uma história que me deixou um pouco triste.

A zona onde trabalho ao cair da noite torna-se ponto de prostituição. Existe aqui uma pensão onde as senhoras que prestam este tipo de serviço moram. Uma delas estava grávida, para além do mais é toxicodependente, felizmente durante a gravidez deixou o vício. Vi-a à dias já sem barriga, mas sem bébé.

Não aguentei e perguntei à vizinha do café se sabia de alguma coisa e ela respondeu-me que já tinha tido a criança e que a tinha dado para adopção.

Foi uma boa escolha, foi o melhor que ela podia ter feito por aquela criança. Mas mesmo assim deu-me uma tristeza pensar que aquele bébé recém-nascido não ia ter o carinho de uma mãe, atenção e mimo a cada novo minuto de vida. Nas Instituições por muita boa vontade e amor que haja é impossível as funcionárias darem atenção a só uma criança.

Maneira triste de se começar a vida sem o amor de uma mãe...

 

publicado por Anjos às 09:55
sinto-me: Demasiado sensível

É bem verdade, mas de facto não existe nada mais triste, do que um bebé não ter o amor, carinho de uma mãe...até nós adultos custa, quanto mais a bebés...
Nayoko a 29 de Abril de 2008 às 10:42

Nem quero pensar...
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 11:09

Sinceramente, não consigo entender como é que depois de se ter o bebé 9 meses a mexer na barriga, se consegue simplesmente dá-lo, não há nada mais maravilhoso para mim do que os meus filhos, não consigo entender. De facto melhor dá-lo do que matá-lo, isso sim seria imperdoavel. O problema da nossa sociedade é que quem quer adoptar os bebés tem que esperar imenso tempo, e depois alguns acabam por desistir, por isso é que os centros para crianças estão tão cheios, e depois a maioria das pessoas não quer meninos crecidos, e esses acabam por ficar lá até serem maiores de idade e como não têm boas bases de amor carinho e educação, acabam por se tornarem delinquentes.,

Bjs
Anonima
Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 10:57

Foi a melhor solução, não havia outra... Sim estou melhor obrigada
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 11:10

É verdade estás melhor?

beijocas
Anonima
Anónimo a 29 de Abril de 2008 às 10:58

São vidas muito tristes!!! Mas ao menos não o abandonou num sítio qualquer, nem lhe fez mal. Eu acho até que no meio de tudo ela até foi muito consciente e de certeza que não foi de ânimo leve que tomou essa decisão. Nenhum de nós está livre de ter um infortunio na vida. É muito triste mesmo.
Beijinhos
Neli a 29 de Abril de 2008 às 11:08

Sim ela mostrou ser consciente desde o princípio já que deixou de tomar drogas e informou logo os serviços competentes da sua decisão, tendo sido acompanhada até ao momento final por eles. Enfim, mas que é uma pena, lá isso é!
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 11:19

Olá

De facto é uma situação muito triste, deve ser muito dificil para qualquer mãe entregar assim um filho, mas temos que pensar nos dois lados, e se calhar o melhor para aquela criança é mesmo ser entregue para adopção, de certeza que haverá algures alguém com muito amor e carinho para lhe dar .. e sobretudo para lhe proporcionar tudo o que aquela mãe naquelas condioções lhe poderia dar.

Bom post
Jorge
Jorge Soares a 29 de Abril de 2008 às 12:00

Pois concerteza que foi a melhor opção, mas é um começo de vida sem alegria...
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 14:56

Sim, sem duvida, um começo de vida muito triste.

Beijinho
Jorge
Jorge Soares a 29 de Abril de 2008 às 15:01

Bem verdade.. nada substitui o Amor de Mãe...
Beijocas
Mónica a 29 de Abril de 2008 às 12:13

Que terá ela sentido quando o teve???
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 14:57

Nenhum de nós está livre de ter um "acidente" na vida, mas por muito egoista que possa parecer, acho que essa mãe teve uma atitude sensata e muito adulta, antes assim do que aquela pobre criança tão inocente que é, vir a sofrer muito na vida, quem sabe, assim, terá um futuro bem melhor.
e tu, como tás? melhor?
onde andas, tive lá mas.............népia
espaço da raquel a 29 de Abril de 2008 às 12:32

Pois terá concerteza. Mas isto faz-me lembrar que há dias pediram-me na escola uma fotografia minha de quando era bébé e é claro que eu não tenho ng tem, pk ng tirou e muitas vezes parece-me que falta-me aquele espaço de tempo em que nasci e fui adoptada... será que esta criança irá sentir o mesmo?
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 14:59

entendo. mas esse espaço que tu falas é preenchido certamente com outras coisas e no caso desta bébé ela terá concerteza muito amor e carinho e isso é que é ralemnte importante, as memórias são de facto importantes mas não são tudo, um bom coração e pessoas que gostem de nós isso sim é TUDO.

Realmente é triste! Ainda bem que ela foi consciente o suficiente para a dar para adopção!

Seria tão bom vir a saber que essa criança tinha sido adoptada por um casal que a AME muito!
Bjokas
me a 29 de Abril de 2008 às 12:47

E quanto tempo terá que esperar?
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 15:16

Tens toda a razão, é um começo triste. Claro que não vale a pena dizer que foi a melhor soleção - já sabemos que foi - mas é sempre "estranho", "frio"... Faz-me sempre confusão que se consiga dar o filho, mas enfim, é melhor do que outras coisas. É pena que haja quem queira tanto ter filhos e não consiga e que haja quem não os queira e mesmo assim os conceba...
A minha mãe costuma dizer uma frase que a cada dia que passa acho que faz mais sentido... e aqui assenta como uma luva: "Até para nascer é preciso ter sorte".

Beijocas
Lua de Sol a 29 de Abril de 2008 às 16:55

Não teve sorte no nascimento mas pode ser que a sorte mude...
Anjos a 29 de Abril de 2008 às 16:59

Eu acho que ela não deve ter tomado a decisão de animo leve. E que não deve ter sido fácil, apesar de tudo.
Mas sinceramente esse bebé não teve o carinho de uma mãe desde que nasceu porque as coisas não funcionam. Se a mãe tinha avisado que iria dar o bebé para adopção, deveria também ter sido encontrado um casal nas intermináveis listas de espera, que quisesse aquele bebé desde o primeiro dia.
E até acredito que não ia ser nada dificil. Em vez de sair do hospital para uma instituição qualquer, esse bebé iria sair nos braços de alguem que o queria muito e que estaria disposta a amá-lo: a sua MÃE.

Beijos grandes
Migas a 29 de Abril de 2008 às 22:54

É exactamente isso que penso, teria uma Mãe assim que nascesse, assim, sabe lá Deus!
Anjos a 30 de Abril de 2008 às 09:19

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